Copom deve deixar juro inalterado nas próximas reuniões, dizem analistas

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No comunicado da reunião desta quarta-feira, integrantes do Copom apontaram que inflação do alimentos deve ser temporária. Banco Central (Gnews) GloboNews O Comitê de Política Monetária (Copom) deve manter a taxa básica de juros (Selic) em 2% ao ano nas próximas reuniões, avaliam economistas consultados pelo G1. No comunicado da reunião desta quarta-feira-feira (16), em que a Selic foi mantida em 2%, o Copom reconheceu que a inflação deve aumentar no curto prazo, mas ponderou que a alta de preço dos alimentos é temporária. Por outro lado, afirmou que o nível de ociosidade, sobretudo, no setor de serviços – o mais importante da economia – “pode produzir trajetória de inflação abaixo do esperado”. Copom decide manter juros em 2% ao ano “O comunicado reforça a intenção do Copom de deixar o juro parado por bastante tempo, não demostrou preocupação com a inflação de curto prazo”, afirma o economista-chefe da Trafalgar Investimentos, Guilherme Loureiro. No cenário dele, a Selic deve permanecer em 2% até, pelo menos, o fim de 2021. As projeções de inflação do Copom também não mostraram uma mudança substancial em relação ao comunicado da última reunião, de agosto. No cenário híbrido do Comitê, que utiliza a projeção da taxa de juros colhida o relatório Focus e taxa de câmbio constante a R$ 5,30, as projeções de inflação do Copom estão em torno de 2,1% para 2020, 2,9% para 2021 e 3,3% para 2022. Em agosto, o Copom tinha para o cenário híbrido uma taxa de câmbio de R$ 5,20 e previsões de inflação em torno de 1,9% para 2020, 3,0% para 2021 e 3,4% para 2022. “As expectativas de inflação não mudaram muito desde agosto, inclusive nesse cenário híbrido, o que mostra que o BC, por ora, não está vendo um risco para a inflação, mesmo com o câmbio mais pressionado”, afirma a economista e sócia da consultoria Tendências, Alessandra Ribeiro. Os integrantes do Copom também disseram que é “apropriado utilizar uma “prescrição futura” (isto é, um “forward guidance”) como um instrumento de política monetária adicional” e que “nesse sentido (…) não pretende reduzir o grau de estímulo monetário.” Essa indicação do BC, no entanto, só segue valendo se o país não promover uma deterioração da sua política fiscal, promovendo uma alteração do teto de gastos, por exemplo. Na leitura do mercado, o teto de gastos – que limita o crescimento das despesas do governo à inflação do ano anterior – tem servido como uma importante âncora fiscal. Sem o teto, os analistas entendem que a percepção de risco dos investidores com a economia brasileira pode piorar, o que pode levar a uma deterioração do câmbio e, consequentemente, resultar numa alta da inflação, obrigando o BC a subir a Selic. “A gente imagina que os juros devem permanecer em 2% nas próximas reuniões, mas é importante pontuar que isso está condicionado ao fiscal”, diz o trader de Renda Fixa da MAG Investimentos, Breno Martins. Veja as últimas notícias de economia Source: G1 Economia

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