Criticando 'intromissão', Pequim diz que leis de segurança de Hong Kong não prejudicarão investidores

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A legislação de segurança, que pode permitir que agências de inteligência chinesas estabeleçam bases em Hong Kong, causou preocupação nas comunidades diplomáticas e de negócios. Partido comunista chinês aprova projeto de lei para reprimir protestos em Hong Kong A sucursal estrangeira da China em Hong Kong reagiu neste sábado (23) a países que chamou de “intrometidos” e disse que as leis de segurança nacional propostas não prejudicariam os interesses dos investidores estrangeiros na região. A legislação de segurança, que pode permitir que agências de inteligência chinesas estabeleçam bases em Hong Kong, causou calafrios nas comunidades diplomáticas e de negócios. Autoridades do governo dos EUA disseram que a legislação acabaria com a autonomia da cidade governada pela China e seria ruim para as economias de Hong Kong e da China. Eles disseram que isso poderia comprometer o status especial do território na lei dos EUA, o que a ajudou a manter sua posição como um centro financeiro global. O Reino Unido disse estar profundamente preocupado com as leis de segurança propostas, que minariam o princípio “um país, dois sistemas” acordado quando Hong Kong voltou ao domínio chinês em 1997. Banqueiros e headhunters disseram que isso pode levar o dinheiro e os melhores profissionais a deixarem a cidade. As ações de Hong Kong caíram 5,6% na sexta-feira. Um porta-voz do Gabinete do Comissário do Ministério das Relações Exteriores da China em Hong Kong disse em comunicado que o alto grau de autonomia da cidade “permanecerá inalterado, e os interesses dos investidores estrangeiros na cidade continuarão protegidos sob a lei.” O escritório do comissário descreveu as declarações de “países intrometidos” como “lógica de gângster”. “Não importa o quão venenosamente você nos impeça, provoque, coaja ou chantageie, o povo chinês permanecerá firme em proteger a soberania e a segurança nacionais”, afirmou o documento. “Condenado é seu plano de minar a soberania e a segurança da China, explorando os causadores de problemas em Hong Kong como peões e a cidade como fronteira para atividades de secessão, subversão, infiltração e sabotagem contra a China”. A decisão de Pequim ocorre depois que os protestos pró-democracia em 2019 mergulharam Hong Kong em sua maior crise política desde a volta ao domínio chinês. As autoridades comunistas veem os protestos como uma ameaça à segurança e culpam o Ocidente por fomentar agitações. Chris Patten, o último governador da ex-colônia britânica, disse que a China traiu o povo de Hong Kong e que o Ocidente “deve parar de se prostrar em Pequim por um grande pote ilusório de ouro”. Source: G1 Economia

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