Indicador de tendência de emprego da FGV piora pelo 3º mês seguido

Tendência de piora dos indicadores de mercado de trabalho refletem agravamento do quadro da pandemia e novas medidas restritivas. O Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) da Fundação Getulio Vargas caiu pelo terceiro mês seguido, atingindo o menor nível desde agosto de 2020.
Segundo levantamento divulgado nesta quinta-feira (8), o indicador caiu 5,8 pontos em março, para 77,1 pontos. Em médias móveis trimestrais, o IAEmp cedeu em 2,8 pontos, para 81,2 pontos.
“Em março, o IAEmp manteve sua trajetória de queda de forma mais intensa. Essa tendência de piora dos indicadores de mercado de trabalho em 2021 são justificadas pelo agravamento do quadro da pandemia e as consequentes medidas restritivas. O retorno para um caminho de recuperação ainda depende da velocidade do programa de vacinação e da melhorada atividade econômica”, afirma Rodolpho Tobler, economista da FGV/Ibre.
O Indicador Coincidente de Desemprego (ICD) caiu 0,2 ponto para 99,1 pontos. O ICD é um indicador com sinal semelhante ao da taxa de desemprego, ou seja, quanto menor o número, melhor o resultado.
Segundo a FGV, a queda do ICD foi influenciada pelas duas classes de maior renda familiar. A maior contribuição foi dada pela classe familiar com renda superior a R$ 9.600.00, seguida da classe familiar com renda entre R$ 4.800.00 e R$ 9.600.00, cujo indicadores de Emprego Local Atual (invertido) caíram 2,6 e 0,6 pontos, respectivamente.
De acordo com a última pesquisa do IBGE, a taxa de desemprego subiu para 14,2% no trimestre terminado em janeiro, atingindo o recorde de 14,3 milhões de pessoas.
Desemprego bate recorde no trimestre encerrado em janeiro
Source: G1 Economia

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