O curso que mais fez sucesso em 2020 continua sendo útil este ano


“A ciência do bem-estar” procura desconstruir visões equivocadas sobre a felicidade, mostrando o que realmente é capaz de nos trazer alegria Abordei aqui, em mais de uma ocasião, os cursos on-line de universidades de prestígio do mundo todo que ensinam uma gama enorme de assuntos e, o melhor de tudo, são grátis. Já indiquei, inclusive, o “Aprendendo a aprender”, disponível em português, que se propõe a ser uma cartilha para conseguir assimilar coisas novas, algo valioso em qualquer idade. Pois o campeão de acessos ano passado foi um conteúdo preparado pela prestigiosa Yale University que tem tudo para repetir o desempenho nesse 2021 que carrega as mazelas e cicatrizes de 2020. Trata-se de “A ciência do bem-estar” (“The science of well-being”), que oferece legendas em português e cujo número de alunos supera a marca de 3 milhões.
Aula de ioga: cultivar o bem-estar inclui mudança de hábitos prejudiciais do ponto de vista físico e emocional
Sara Jobling para Pixabay
Em dez semanas, a professora Laurie Santos orienta discípulos espalhados pelo planeta a criar e alimentar um ambiente de bem-estar através da mudança de hábitos. Num dos vídeos introdutórios, explica como é importante desconstruir visões equivocadas sobre o que é felicidade, mostrando o que realmente é capaz de nos proporcionar alegria e prazer. Além disso, chama atenção para como criamos expectativas que nos fazem mal e como elas podem ser “reeducadas”. Por fim, deixa claro que ter consciência sobre o que é melhor para nós não é o suficiente para alterar nosso comportamento, por isso é fundamental que tenhamos ferramentas que nos auxiliem na jornada.
A primeira tarefa é medir o nível de felicidade de cada aluno, que deve responder a questionários elaborados por especialistas. A ideia é repetir os testes no fim do curso para avaliar se os ensinamentos melhoraram esses índices. Cada semana é dedicada ao desenvolvimento de um tipo de habilidade como, por exemplo, saborear as experiências em profundidade, embora a correria tresloucada do dia a dia conspire contra. O exercício é tentar se colocar como um observador, alguém que consegue ver com clareza todas as sensações agradáveis e emoções positivas associadas a ações prazerosas, em especial as pequenas: uma boa chuveirada, uma refeição gostosa, um passeio ao ar livre. Viver o momento, e apreciá-lo em toda a sua extensão, é a melhor forma de fazer com que dure mais, nutrindo nosso espírito.
De acordo com a professora, os estudos mostram que cultivar a gratidão, estado emocional no qual reconhecemos e prezamos o que recebemos, nos faz mais felizes e saudáveis. Por isso, o curso prevê que, durante uma semana, reservemos de cinco a dez minutos por noite para o exercício de ser grato, escrevendo sobre algo bom que ocorreu durante o dia: a palavra de conforto de um amigo, um arco-íris no céu, o convite para um trabalho… E, como as pesquisas também indicam que pessoas felizes são motivadas a serem generosas com os outros, há uma semana dedicada a um esforço extra para boas ações que tenham significado e impacto na vida de terceiros, amigos ou desconhecidos. Para quem se animar, boas aulas!
Source: G1 Ciencias e Saude

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